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  • 28.11

    O Som ao Redor

  • 29.11

    Pulp Fiction

  • 30.11

    Quatro Amigas e um Casamento

    Festa Selecta

  • 01.12

    Curtindo a Vida Adoidado

    Baby Sucessos + Festa Odara Ôdesce

  • 02.12

    As Aventuras de Tintim

  • 05.12

    Holy Motors

  • 06.12

    O Poderoso Chefão

  • 07.12

    Era Uma Vez Eu, Verônica

    Trio Preto +1 + Seu Jorge + Karynna Spinelli

  • 08.12

    De Volta para o Futuro

    Festa Brega Naite

  • 09.12

    O Baile Perfumado


Baile Perfumado debutante no Vivo Open Air

Durante 10 dias, search a mesma cena se repetia incansavelmente. A estrutura hidráulica construída no Cais de Santa Rita levantava o imponente telão de 325m² – o maior ao ar livre do mundo – acompanhado de silêncio e suspiros do público, treatment que ao final do movimento respondia em gritos e aplausos. Em seu último dia, no domingo (09.12), teve uma sessão mais do que especial. Foi o filme Baile Perfumado, que acabou de receber uma remasterização digital especialmente para o evento.

Projetado com a nitidez impressionante da resolução 2K, o filme – que completa agora 15 anos – teve o prazer tanto de reencontrar seu antigo público, que acompanhou o lançamento em 1997, como ser apresentado em grande estilo para uma nova geração de cinéfilos do Recife. Entre o público estava um dos diretores do filme, Paulo Caldas. “É uma cerimônia muito especial”, disse o cineasta. “Depois de três anos tentando remasterizar o filme ele volta para o Recife, onde tudo começou. Ainda mais em um espaço tão bacana, com uma estrutura gigante dessas”, comentou.

O filme conta a história real do mascate libanês Benjamin Abrahão, que na tela é interpretado por Duda Mamberti. Amigo íntimo do Padre Cícero, numa tentativa de ganhar muito dinheiro, decide partir para o cangaço e filmar Lampião e seu bando. O encontro tem no enquadramento um período complexo da história do Brasil, que é o começo da ditadura do Estado Novo na gestão de Getúlio Vargas. Uma homenagem, portanto, ao passado da região nordeste – com imagens de época do próprio Abrahão intercalando as filmagens – a história política do país e ao próprio cinema, paixão que move o personagem central.

“O filme encerra exatamente com a cena que está por trás do telão, aquele farol no mar”, lembrou a produtora Melina Hickson, presente no público. “Acho que escolheram um lugar maravilhoso para fazer o Vivo Open Air no Recife, um espaço que a cidade não conhecia, um hiato maravilhoso em nossa cidade”, elogiou ela que já estava presente em outras edições do evento no Rio de Janeiro. “Estive na Marina da Glória há oito anos, quando teve apresentação do DJ Dolores e na época sempre imaginava quando o Recife veria algo com aquela estrutura”, recordou. “O projeto foi lindo, espero que volte outras vezes para cá”.

Durante os 10 dias que o Vivo Open Air ocupou o Recife trouxe uma transformação para o cotidiano da cidade. A estrutura foi montada no Cais de Santa Rita, zona que está no centro do efervescente debate da ocupação pública do espaço urbano e mobilizou cinéfilos e entusiastas a redescobrir um pedaço do centro do Recife. Tudo impulsionado por uma programação que misturou filmes clássicos e pré-estreias exclusivas, pontuados por curtas-metragens de produção local, além de shows e festas.

A maratona, que teve 11 filmes, começou com “O Som ao Redor”, primeiro longa do crítico e cineasta Kleber Mendonça Filho. Desde a primeira exibição, juntou a cena cultural da cidade em celebração à paixão pelo cinema. Nos dias que seguiram, o público teve a oportunidade de rever clássicos definitivos da sétima arte, como “O Poderoso Chefão”, “Curtindo a Vida Adoidado” e “De Volta Para o Futuro”. No palco, dançaram junto a Baby do Brasil, Trio Preto + 1 e as festas Selecta, Odara Ôdesce e Brega Naite.

O bordão “coisa de cinema” é quase inevitável. A estrutura gigante não estava resumida apenas ao telão – que tem o tamanho de uma quadra de tênis – mas a tudo montado no Cais de Santa Rita. Espaço que proporcionou encontros e histórias que vão seguir agora contadas pelo público. Histórias que o evento agora sente orgulho de fazer parte e, por isso, agradece a todos os patrocinadores e apoiadores e, claro, o público, que tornou possível que essa “coisa de cinema” toda virasse realidade!

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